É na hora da dor que o verdadeiro amigo se faz presente. Os ausentes, estes preferem não se envolver, ou acreditam não poderem fazer muito. Não podemos cobrar isso de ninguém, mas devemos sempre reavaliar com quem podemos contar.
Soube do caso de um rapaz que saiu do seu bairro, atravessou toda a cidade (cerca de 50 km) e foi visitar um casal de amigos que havia perdido um bebê. Justo, acho até nobre. Mas até hoje não entendi porque esse mesmo rapaz não foi capaz de visitar uma amiga, que morava algumas ruas depois da sua, para dar-lhe os pêsames pela morte do pai?
Eu sei, é tão difícil tentar comparar ou avaliar atitudes iguais a essa. Mas meu coração não consegue entender algo do tipo sem que não tenha havido uma avaliação de amizade por parte do rapaz. Para aqueles que tenho como amigos e pessoas queridas não meço esforços. Naturalmente, não me abalo nem me movo por quem não conheço, ou não tenho apreço.
Me emocionei muito, quando em um momento de aflição, uma querida amiga veio passar a madrugada ao meu lado na porta do hospital. Apenas para estar ali ao meu lado, como aquilo me fez bem. Não que todos deveriam ter feito isso, mas esperava que os ausentes fizessem algo.
Foi assim que entendi que para cada grupo de amigos-ausentes sempre haverá um amigo-presente (ou simplismente, amigo). Alguém que ligará todos os dias, mandará mensagens, chorará contigo ou ficará ao teu lado esperando por notícias. E para estes jamais faltará ombro, colo e todo o restante. Destes jamais vou me perder.
Paulinho Moska e Pedro Morais - Reflexos e reflexões
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sábado, 23 de abril de 2011
sábado, 24 de julho de 2010
O que temos de sentimentos pra hoje?
Rafa, minha amiga loira e gata (mas muito inteligente), me questionou sobre os sentimentos que me envolviam naquele momento. "Putz!", exclamei sorrindo. Precisei de tempo pra pensar e tentar ordenar os sentimentos aqui dentro antes de responder algo. Tentei ordenar, mas não deu. "Mágoa, amor, raiva, alívio, tristeza, alegria, medo... Porra Rafa, sei lá! Não sei mesmo.", rí e cocei a cabeça tentando me entender. Fiz mais uma pausa estratégica na minha oratória (gostei dessa frase) e tentei explicar tudo o que se passava na minha cabeça com relação aos fatos de 2010.
"Rafa entendi, nesse meio tempo, que a vida sempre vem em ciclos. Alternando entre bons e maus momentos. Época de preparar e plantar na terra, em seguida a época de combater todas as pragas e doenças que devastam, muitas vezes, boa parte dessa plantação e o último período, de colheita dos bons frutos que resistiram ao ataque. Também acho esse exemplo bobo. Simplório demais, mas queira ou não é a melhor maneira de entender a vida. Pelo menos para mim. Se você cuidar bem de tudo as pragas não farão grandes estragos. É inevitável que elas venham, mas pode-se controlar o tamanho do prejuízo.
Quantos turbilhões vieram na minha vida recentemente. Um tsunami passou por aqui e devastou tudo. Mudou a paisagem radicalmente, mas mudou pra melhor. Me colocou de frente com os meus medos. Mostrou em quem eu poderia confiar, que pra minha surpresa foi de quase 100%. Eu sei com quem lido e é exagero dizer que me surpreendi. Mas o ser humano está suscetível aos erros e tropeços e sempre é bom fazer todas as previsões, boas ou ruins. Seja nos planos de comunicações (como um bom comunicador) ou na vida (como um bom "vivente"). Por isso soube de quem esperar apoio, acolhimento, força e frustração.
A vida me deu alguns toques, tentou me poupar de um bocado dessas coisas, mas como diz o músico, poeta, ídolo oitentista, baixista, compositor e gaúcho, Humberto Gessinger, 'se eu soubesse antes o que sei agora erraria tudo exatamente igual'. Não existe nada como as situações fodidas pra que a gente enxergue com todas as minúcias quem é quem no jogo da vida. Ser posto em xeque, mas ainda sair vencedor na partida de xadrez não tem preço (assim como na propaganda de cartões de crédito).
Sei que a experiência foi de toda válida, mas dolorosa. Dor tão forte que nem um daqueles meus bons berros poderia tirar isso daqui de dentro. Enfim, dói, dói, dói, mas não mata e nem aleija. É lapada ardida que caleja e engrossa o couro. No começo parece sem fim, impossível de carregar, mas com o tempo vai se acomodando pela casa e vira membro da família. Com os dias a dor quer ter a sua independência e liberdade e só nos procura pra saciar algum desejo. Talvez a dor também tenha sua libido aguçada, sinta um tesão masoquista em nos sacanear, mas logo goza e vai embora.
Tirando os contras, que todo mundo sabe: Eita vidinha boa pra ensinar! Em mais esta grande lição na minha vida acho que o número de atualizações pra versão Vini 2.5 estiveram na casa dos milhares. Os próximos usuários vão ter disponível um pacote completo com todas as qualidades das versões anteriores e a correção de quase todos os defeitos apresentados. Ainda ficaram alguns, mas só os mais malandros."
Concluí minha tentativa de resposta e de explicação com o que tenho de mais certo: "Este é o melhor momento da minha vida! No espiritual, no físico, no familiar, no social, na escrita, no poético, nos estudos, no mental, na saúde... por mais que possa não parecer. Sei de tudo o que me rolou de ruim, mas sei que todo esse bem que estou vivendo e o fato de (agora) eu ser um cara bem mais centrado, por causa desse "mal", é algo tão grande e tão bom que o Vinicius de 2009 jamais pensaria em estar ou ter algo tão valioso assim. É o meu auge, saca? Esse é o meu momento e essa paz é fruto das decisões difíceis que precisei tomar de lá pra cá. Ainda têm muitas pontas pra aparar, mas isso é o acabamento da obra que a gente faz por partes, aos poucos, em cada cômodo.
Meu grande lance em tudo isso foi me manter racional. Preservar, sabe-se lá como, a razão sobre todo o resto. Se deixasse o restante sobressair teria sido uma lição mais doída. E não troco as dores de hoje, com as dúvidas e um 'achismo' de que ontem era um tempo melhor. Em nada foi melhor, porque hoje a cabeça funciona leve e de uma maneira que nunca funcionou antes. A cabeça de agora tem mais respostas do que dúvidas", pelo sorriso e o movimento com a cabeça concordando com o que eu dizia, acho que me fiz entender.
Caminhávamos observando o fim de um dia bonito e gelado. Crianças, velhos, jovens, casais, famílias, cachorros e uma paisagem linda como pano de fundo. Se fosse uma novela global, ou um daqueles filmes de milhões de dólares este seria um ótimo cenário. Além da figuração e da locação muito bem escolhida, nós dois estávamos bonitos e arrumadinhos, em harmonia com o set de filmagens. Dois jovens falando sobre amores, vida, lições, casamentos e projetando o que o futuro tinha para nos reservar.
Djavan - Lambada de Serpente
"Rafa entendi, nesse meio tempo, que a vida sempre vem em ciclos. Alternando entre bons e maus momentos. Época de preparar e plantar na terra, em seguida a época de combater todas as pragas e doenças que devastam, muitas vezes, boa parte dessa plantação e o último período, de colheita dos bons frutos que resistiram ao ataque. Também acho esse exemplo bobo. Simplório demais, mas queira ou não é a melhor maneira de entender a vida. Pelo menos para mim. Se você cuidar bem de tudo as pragas não farão grandes estragos. É inevitável que elas venham, mas pode-se controlar o tamanho do prejuízo.
Quantos turbilhões vieram na minha vida recentemente. Um tsunami passou por aqui e devastou tudo. Mudou a paisagem radicalmente, mas mudou pra melhor. Me colocou de frente com os meus medos. Mostrou em quem eu poderia confiar, que pra minha surpresa foi de quase 100%. Eu sei com quem lido e é exagero dizer que me surpreendi. Mas o ser humano está suscetível aos erros e tropeços e sempre é bom fazer todas as previsões, boas ou ruins. Seja nos planos de comunicações (como um bom comunicador) ou na vida (como um bom "vivente"). Por isso soube de quem esperar apoio, acolhimento, força e frustração.
A vida me deu alguns toques, tentou me poupar de um bocado dessas coisas, mas como diz o músico, poeta, ídolo oitentista, baixista, compositor e gaúcho, Humberto Gessinger, 'se eu soubesse antes o que sei agora erraria tudo exatamente igual'. Não existe nada como as situações fodidas pra que a gente enxergue com todas as minúcias quem é quem no jogo da vida. Ser posto em xeque, mas ainda sair vencedor na partida de xadrez não tem preço (assim como na propaganda de cartões de crédito).
Sei que a experiência foi de toda válida, mas dolorosa. Dor tão forte que nem um daqueles meus bons berros poderia tirar isso daqui de dentro. Enfim, dói, dói, dói, mas não mata e nem aleija. É lapada ardida que caleja e engrossa o couro. No começo parece sem fim, impossível de carregar, mas com o tempo vai se acomodando pela casa e vira membro da família. Com os dias a dor quer ter a sua independência e liberdade e só nos procura pra saciar algum desejo. Talvez a dor também tenha sua libido aguçada, sinta um tesão masoquista em nos sacanear, mas logo goza e vai embora.
Tirando os contras, que todo mundo sabe: Eita vidinha boa pra ensinar! Em mais esta grande lição na minha vida acho que o número de atualizações pra versão Vini 2.5 estiveram na casa dos milhares. Os próximos usuários vão ter disponível um pacote completo com todas as qualidades das versões anteriores e a correção de quase todos os defeitos apresentados. Ainda ficaram alguns, mas só os mais malandros."
Concluí minha tentativa de resposta e de explicação com o que tenho de mais certo: "Este é o melhor momento da minha vida! No espiritual, no físico, no familiar, no social, na escrita, no poético, nos estudos, no mental, na saúde... por mais que possa não parecer. Sei de tudo o que me rolou de ruim, mas sei que todo esse bem que estou vivendo e o fato de (agora) eu ser um cara bem mais centrado, por causa desse "mal", é algo tão grande e tão bom que o Vinicius de 2009 jamais pensaria em estar ou ter algo tão valioso assim. É o meu auge, saca? Esse é o meu momento e essa paz é fruto das decisões difíceis que precisei tomar de lá pra cá. Ainda têm muitas pontas pra aparar, mas isso é o acabamento da obra que a gente faz por partes, aos poucos, em cada cômodo.
Meu grande lance em tudo isso foi me manter racional. Preservar, sabe-se lá como, a razão sobre todo o resto. Se deixasse o restante sobressair teria sido uma lição mais doída. E não troco as dores de hoje, com as dúvidas e um 'achismo' de que ontem era um tempo melhor. Em nada foi melhor, porque hoje a cabeça funciona leve e de uma maneira que nunca funcionou antes. A cabeça de agora tem mais respostas do que dúvidas", pelo sorriso e o movimento com a cabeça concordando com o que eu dizia, acho que me fiz entender.
Caminhávamos observando o fim de um dia bonito e gelado. Crianças, velhos, jovens, casais, famílias, cachorros e uma paisagem linda como pano de fundo. Se fosse uma novela global, ou um daqueles filmes de milhões de dólares este seria um ótimo cenário. Além da figuração e da locação muito bem escolhida, nós dois estávamos bonitos e arrumadinhos, em harmonia com o set de filmagens. Dois jovens falando sobre amores, vida, lições, casamentos e projetando o que o futuro tinha para nos reservar.
Djavan - Lambada de Serpente
quarta-feira, 21 de julho de 2010
Amistoso
Amigos, venham a mim. Suplico quase que em uma prece a presença física de quem me causa um enorme apego sentimental. Substantivo um tanto quanto abstrato, mas de valor tão concreto que torna-se imprescindível. Me faz bem ter em volta tudo isso, todas as vozes e desejos de me ver bem.
Personificados em seres extremamente humanos, homens e mulheres que erram, acertam, riem, choram, zangam, acalmam, perdoam e conjugam comigo outros tantos verbos e sentimentos. Amigo é possessivo, é substancialmente o melhor adjetivo pra quem nos quer bem e pra quem queremos também.
Onde estão? Onde precisarmos, onde estivermos. Acompanha o sujeito nas melhores orações da sua vida. Tenho tantas coisas para falar sobre eles, mas me basta apenas dizer que tenho muitos. Dizer que são os melhores, ou ainda que estão presentes até dentro de casa.
Lembrar dos meus amigos é fazê-lo com um sorriso sincero e imenso no rosto. Viagens, bons momentos, diversão e força quando mais precisei (e preciso). E a certeza de que os dez anos (ou mais, ou menos) que nos conhecemos e conservamos essa amizade, estiveram entre os melhores das nossas vidas. Parabéns e obrigado aos verdadeiros e sinceros amigos pelo nosso dia (20/07).
Armandinho - Amigo
Personificados em seres extremamente humanos, homens e mulheres que erram, acertam, riem, choram, zangam, acalmam, perdoam e conjugam comigo outros tantos verbos e sentimentos. Amigo é possessivo, é substancialmente o melhor adjetivo pra quem nos quer bem e pra quem queremos também.
Onde estão? Onde precisarmos, onde estivermos. Acompanha o sujeito nas melhores orações da sua vida. Tenho tantas coisas para falar sobre eles, mas me basta apenas dizer que tenho muitos. Dizer que são os melhores, ou ainda que estão presentes até dentro de casa.
Lembrar dos meus amigos é fazê-lo com um sorriso sincero e imenso no rosto. Viagens, bons momentos, diversão e força quando mais precisei (e preciso). E a certeza de que os dez anos (ou mais, ou menos) que nos conhecemos e conservamos essa amizade, estiveram entre os melhores das nossas vidas. Parabéns e obrigado aos verdadeiros e sinceros amigos pelo nosso dia (20/07).
Armandinho - Amigo
terça-feira, 1 de junho de 2010
Erros
Sentados ali naquela lanchonete me lembrei de tantas coisas boas que quase perdi a hora e o ônibus pra casa. Rimos, falei minhas bobagens, usei das minhas tiradas e sacadas rápidas enquanto comíamos e fazíamos daquele momento um encontro sagrado.
Reparando nas duas, lindas e loiras como sempre, sorri e me vi feliz por estar rodeado por grandes pessoas. Uma família especial, amigos que me querem bem, amores intensos e belos... perfeito! De repente lembrei dos erros, nenhuma dessas pessoas era perfeita. Que bom, isso foi um alívio.
Também imperfeito, percebi que sou rodeado de seres humanos. Gente que sofre, que ri, que sente dor, medo, frio e vontade de fazer alguma besteira. Me vi na mesma situação. Fazendo burradas, acertando, vacilando, mas em movimento e em busca de fazer o melhor.
Que bom que me reconheci nos erros. Me fez lembrar que é sempre mais fácil apontar o dedo do que bater no peito e reconhecer onde se enganou. Pedir perdão ou aceitar o perdão. Como é complicado desculpar ou perdoar algum engano que foi cometido contra a gente.
E olha que me fizeram "enganos" cruéis. Sem lamentações, sem "vitimismos" e sem dramas. Tudo resolvido quando a gente puder entender que enquanto formos humanos vamos ter de lidar com os tais erros alheios (e os pessoais também).
O esforço diário é o de errar menos, por mais humano que isso seja. O excesso ou a constância de erros nos torna desumanos demais. E isso sim, é um erro imperdoável.
Legião Urbana - Eu sei
Reparando nas duas, lindas e loiras como sempre, sorri e me vi feliz por estar rodeado por grandes pessoas. Uma família especial, amigos que me querem bem, amores intensos e belos... perfeito! De repente lembrei dos erros, nenhuma dessas pessoas era perfeita. Que bom, isso foi um alívio.
Também imperfeito, percebi que sou rodeado de seres humanos. Gente que sofre, que ri, que sente dor, medo, frio e vontade de fazer alguma besteira. Me vi na mesma situação. Fazendo burradas, acertando, vacilando, mas em movimento e em busca de fazer o melhor.
Que bom que me reconheci nos erros. Me fez lembrar que é sempre mais fácil apontar o dedo do que bater no peito e reconhecer onde se enganou. Pedir perdão ou aceitar o perdão. Como é complicado desculpar ou perdoar algum engano que foi cometido contra a gente.
E olha que me fizeram "enganos" cruéis. Sem lamentações, sem "vitimismos" e sem dramas. Tudo resolvido quando a gente puder entender que enquanto formos humanos vamos ter de lidar com os tais erros alheios (e os pessoais também).
O esforço diário é o de errar menos, por mais humano que isso seja. O excesso ou a constância de erros nos torna desumanos demais. E isso sim, é um erro imperdoável.
Legião Urbana - Eu sei
segunda-feira, 15 de março de 2010
Encontros e Desencontros
Dia de diálogos. Bem, ser comunicólogo dá nisso: comunicar! Essa foi a ordem do dia de ontem. Muitas conversas, encontros e "entrevistas" com amigos, familiares e pessoas especiais.
Que bom, há tempos não fazia isso tanto. Olhei ao meu redor e vi que existem muitas pessoas queridas que posso acalentar, ouvir ou amenizar seus sofrimentos. Não sei se, de fato, consegui resolver ou aliviar algo dentro desses peitos angustiados, mas fiz o meu melhor.
Os abraços apertados, os sorrisos, olhos cheios d'água, risadas... tudo gratifica. Atos sinceros que compensam e pagam ainda mais qualquer sensação fútil e mesquinha de que estes atos precisam ser recompensados com algo em troca. Ser amigo, solidário, ouvinte e paciente é um exercício para o meu espírito. Ser quem eu sou, por gostar de ser assim, me satisfaz por completo. Sou apaixonado por pessoas e as suas histórias, por seres humanos de carne e osso que sofrem, amam, erram e acertam. Posso ouvir por horas os relatos da vida sem me cansar, apenas por me encantar e aprender um pouco mais.
Faço isso sem grandes pretensões, apenas de garantir o mais surprendente dos brindes ao meu dia. Saber que conquistamos e cultivamos espaços preciosos e valiosos dentro dos corações das pessoas que realmente importam em nossas vidas. Fazer o bem para que, quem sabe um dia, o receba de volta do universo.
Relações que se estreitam, que se criam, se fortalecem, se reconstróem e se tornam eternas, mesmo que momentaneamente. Não! Não existem acasos nessa vida. Eu deveria estar naquele lugar, naquela hora com aquela pessoa. Da mesma forma que deveria não estar ou ver certas situações, mas sem esse lance de "por acaso...". Acaso foi inventado por algum covarde que teme a vida e seus encontros e desencontros.
Existe alguém que só precisa de um minuto de atenção. E, talvez, eu precise parar meu tempo corrido e dar atenção por um minuto para alguém que tanto gosto. Ou mesmo para quem acabei de conhecer, mas poderá ser mais um parceiro nessa vida.
Como uma sábia vovó ensinou à sua neta: Quando uma pessoa chega com um problema até você, é porque você pode resolver esse problema.
Paulinho Moska - Reflexos e Reflexões
Que bom, há tempos não fazia isso tanto. Olhei ao meu redor e vi que existem muitas pessoas queridas que posso acalentar, ouvir ou amenizar seus sofrimentos. Não sei se, de fato, consegui resolver ou aliviar algo dentro desses peitos angustiados, mas fiz o meu melhor.
Os abraços apertados, os sorrisos, olhos cheios d'água, risadas... tudo gratifica. Atos sinceros que compensam e pagam ainda mais qualquer sensação fútil e mesquinha de que estes atos precisam ser recompensados com algo em troca. Ser amigo, solidário, ouvinte e paciente é um exercício para o meu espírito. Ser quem eu sou, por gostar de ser assim, me satisfaz por completo. Sou apaixonado por pessoas e as suas histórias, por seres humanos de carne e osso que sofrem, amam, erram e acertam. Posso ouvir por horas os relatos da vida sem me cansar, apenas por me encantar e aprender um pouco mais.
Faço isso sem grandes pretensões, apenas de garantir o mais surprendente dos brindes ao meu dia. Saber que conquistamos e cultivamos espaços preciosos e valiosos dentro dos corações das pessoas que realmente importam em nossas vidas. Fazer o bem para que, quem sabe um dia, o receba de volta do universo.
Relações que se estreitam, que se criam, se fortalecem, se reconstróem e se tornam eternas, mesmo que momentaneamente. Não! Não existem acasos nessa vida. Eu deveria estar naquele lugar, naquela hora com aquela pessoa. Da mesma forma que deveria não estar ou ver certas situações, mas sem esse lance de "por acaso...". Acaso foi inventado por algum covarde que teme a vida e seus encontros e desencontros.
Existe alguém que só precisa de um minuto de atenção. E, talvez, eu precise parar meu tempo corrido e dar atenção por um minuto para alguém que tanto gosto. Ou mesmo para quem acabei de conhecer, mas poderá ser mais um parceiro nessa vida.
Como uma sábia vovó ensinou à sua neta: Quando uma pessoa chega com um problema até você, é porque você pode resolver esse problema.
Paulinho Moska - Reflexos e Reflexões
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