Amor: afeição profunda; objeto dessa afeição; conjunto de fenômenos cerebrais e afetivos que constituem o instinto sexual; afeto a pessoas ou coisas; paixão; entusiasmo.
Léo Jaime e Kid Abelha - A fórmula do amor
Isabella Taviana - Um dia, um adeus
Fagner - Borbulhas de amor
Ana Cañas - O nosso amor a gente inventa
Papas da Língua - Pequeno grande amor
Oswaldo Montenegro - Lua e Flor
Adriana Calcanhoto - Do fundo do meu coração
Fernanda Takai e Rodrigo Amarante - O ritmo da chuva
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segunda-feira, 13 de dezembro de 2010
sábado, 17 de abril de 2010
Momento Cecília Meireles
Marcha
(Cecília Meireles)
As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.
Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.
Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.
Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.
Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.
Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento…
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.
Fagner - Canteiros/Na hora do almoço/ Águas de Março
(Cecília Meireles)
As ordens da madrugada
romperam por sobre os montes:
nosso caminho se alarga
sem campos verdes nem fontes.
Apenas o sol redondo
e alguma esmola de vento
quebram as formas do sono
com a idéia do movimento.
Vamos a passo e de longe;
entre nós dois anda o mundo,
com alguns mortos pelo fundo.
As aves trazem mentiras
de países sem sofrimento.
Por mais que alargue as pupilas,
mais minha dúvida aumento.
Também não pretendo nada
senão ir andando à toa,
como um número que se arma
e em seguida se esboroa,
- e cair no mesmo poço
de inércia e de esquecimento,
onde o fim do tempo soma
pedras, águas, pensamento.
Gosto da minha palavra
pelo sabor que lhe deste:
mesmo quando é linda, amarga
como qualquer fruto agreste.
Mesmo assim amarga, é tudo
que tenho, entre o sol e o vento:
meu vestido, minha música,
meu sonho e meu alimento.
Quando penso no teu rosto,
fecho os olhos de saudade;
tenho visto muita coisa,
menos a felicidade.
Soltam-se os meus dedos ristes,
dos sonhos claros que invento.
Nem aquilo que imagino
já me dá contentameno.
Como tudo sempre acaba,
oxalá seja bem cedo!
A esperança que falava
tem lábios brancos de medo.
O horizonte corta a vida
isento de tudo, isento…
Não há lágrima nem grito:
apenas consentimento.
Fagner - Canteiros/Na hora do almoço/ Águas de Março
segunda-feira, 15 de março de 2010
Encontros Musicais - 15/03
Os encontros de hoje representam grandes parcerias que renderam álbuns inteiros com estes duetos. Começando pela parceria de Pedro Luís (e a sua parede) com o mestre Ney Matogrosso.
Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede - O mundo
Titãs e Os paralamas do Sucesso - Marvin
Fagner e Zeca baleiro - Palavras e Silêncio
Simone e Zélia Duncan - Mãos Atadas
Roberto Carlos e Caetano Veloso - Wave
Ney Matogrosso e Pedro Luís e a Parede - O mundo
Titãs e Os paralamas do Sucesso - Marvin
Fagner e Zeca baleiro - Palavras e Silêncio
Simone e Zélia Duncan - Mãos Atadas
Roberto Carlos e Caetano Veloso - Wave
terça-feira, 24 de novembro de 2009
Dicionário Musical: menino
Menino: criança ou adolescente do sexo masculino; garoto, moço, rapaz.
Leoni - Garotos II
Roberto Ribeiro - Todo menino é um rei
Caetano Veloso - Menino Deus
Kid Abelha - Os outros
Rita Lee - Pega rapaz
Fagner - Guerreiro Menino
Los Hermanos - O velho e o moço
Leoni - Garotos II
Roberto Ribeiro - Todo menino é um rei
Caetano Veloso - Menino Deus
Kid Abelha - Os outros
Rita Lee - Pega rapaz
Fagner - Guerreiro Menino
Los Hermanos - O velho e o moço
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quarta-feira, 11 de novembro de 2009
Trilhas sonoras - 3
Os personagens e seus temas musicais
Leoni e Herbert Vianna - Por que não eu
Marisa Monte - Pra ser sincero
E mais aberturas e suas canções
Maria Bethânia - Fera ferida
Fagner - Pedras que cantam
Débora Blando - Somente o Sol
Milton Nascimento - Benke
Paulinho Moska - Último dia
...
Leoni e Herbert Vianna - Por que não eu
Marisa Monte - Pra ser sincero
E mais aberturas e suas canções
Maria Bethânia - Fera ferida
Fagner - Pedras que cantam
Débora Blando - Somente o Sol
Milton Nascimento - Benke
Paulinho Moska - Último dia
...
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segunda-feira, 5 de outubro de 2009
Eterna Mercedes Sosa
Peço licença à todos para prestar homenagem a uma das maiores cantoras latinas, Mercedes Sosa. A cantora morreu neste domingo (04) devido uma doença hepática e complicações respiratórias.
Mercedes Sosa - Como la cigarra
Em importante momento de sua carreira, seu canto fundiu-se com a música popular brasileira. Mercedes cantou com grandes artistas como: Fagner, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque e Gal Costa, entre outros.
Fagner e Mercedes Sosa - Años
Mercedes Sosa cantava a cultura indígena e popular argentina. Em seu último trabalho, a cantora fez duetos com inúmeros artistas, entre eles o amigo Caetano Veloso. Em 2008 fez uma turnê pelo Brasil, apresentando também aqui em Brasília, durante as apresentações a argentina declarou seu amor pelo nosso país.
Mercedes Sosa - Gracias a la vida
Mercedes Sosa - Como la cigarra
Em importante momento de sua carreira, seu canto fundiu-se com a música popular brasileira. Mercedes cantou com grandes artistas como: Fagner, Milton Nascimento, Caetano Veloso, Chico Buarque e Gal Costa, entre outros.
Fagner e Mercedes Sosa - Años
Mercedes Sosa cantava a cultura indígena e popular argentina. Em seu último trabalho, a cantora fez duetos com inúmeros artistas, entre eles o amigo Caetano Veloso. Em 2008 fez uma turnê pelo Brasil, apresentando também aqui em Brasília, durante as apresentações a argentina declarou seu amor pelo nosso país.
Mercedes Sosa - Gracias a la vida
segunda-feira, 28 de setembro de 2009
Todo dia é dia de música popular brasileira - parte 2
Hoje quero trazer mais pessoas fundamentais à nossa música. Como você entende o conceito de música popular? João Gilberto, com sua voz "tímida", violão nas mãos e silêncio absoluto na platéia, ou Carmem Miranda com sua exuberância e seus balangandãs?
Começamos pelas Gerais e (talvez) seu mais importante artista. Cantor e compositor, Milton Nascimento é um dos principais nomes da música, não apenas mineira, mas nacional.
Milton Nascimento - Travessia
Cazuza foi reconhecido por suas composições e vida fora dos padrões para uma sociedade assustada com anos de regime militar e cheia de falsos valores e moral duvidosa. Mas o poeta soube muito bem, na breve passagem pela vida e pela música se tornar grandioso e eterno.
Barão Vermelho e Cazuza - Codinome Beija-flor
Nos morros cariocas, Cartola viveu uma vida à margem do sucesso. Depois de muitos anos, olharam para o velho sambista e reconheceram a beleza e a verdade no samba feito de cima da favela e do fundo do coração. Samba que falava de amor, sofrimento e tudo aquilo que todos nós vivemos.
Cartola - Peito vazio
Acredito que nem mesmo Fagner achou que, lá atrás, quando Elis Regina gravou uma de suas canções, ele chegaria onde chegou. Não que ele não seja digno do sucesso que tem. Representando muito bem o Ceará, o compositor é um talento que genialmente se renovou nos últimos anos em sua parceria com o jovem Zeca Baleiro. Talento à parte, Fagner viveu muito tempo em uma briga judicial com a família da poetisa Cecília Meireles, que o acusava de plágio. Plágio ou homenagem, ainda bem que ele musicou a poesia e nos encantou.
Fagner - Canteiros
Cássia Eller é mais um daqueles casos de grandes talentos que perdemos prematuramente. A mulher tímida fora dos palcos se tornava grandiosa em cada apresentação. Com o rock nas veias ela soube também ser sutil e delicada em seu cantar.
Cássia Eller - O segundo sol
O nordeste também trouxe um rei aos nossos rádios e universo musical. Gonzagão foi rei do baião e representou uma parcela importante de um Brasil que surgia no século XX. Parcela essa que migrava aos grandes centros e ajudou a construir nosso país.
Luiz Gonzaga - Vida de viajante
Vamos à Bahia, ou seria Portugal, ou o mundo? Bem, Carmem Miranda nunca foi baiana, muito menos brasileira. A portuguesinha levou o Brasil no coração, já que veio muito nova com a família viver no país. Mas sua música, essa sim, era brasileiríssima.
Carmem Miranda - O que é que a baiana tem?
Não é à toa que Roberto Carlos é chamado de rei, ainda hoje. Ao lado de Erasmo compôs inúmeros sucessos, vendeu milhões de discos enquanto muita música "refinada" e "culta" vendia milhares de cópias. Canções de amor que acertavam em cheio militares, intelectuais e pessoas mais simples. Isso sim, foi música popular, mesmo que ainda hoje sofra preconceito.
Roberto Carlos - Detalhes
Jorge Ben Jor levou seu suínge e simpatia para o seleto grupo dos grandes da MPB. Carioca sangue bom, Ben Jor ainda hoje é referência e influência para muitos artistas nacionais e internacionais.
Jorge Ben Jor - Taj Mahal
A paraibana da família Ramalho sempre soube que o palco era seu lugar. Atriz e cantora, Elba não demorou para conquistar seu espaço e reconhecimento no cenário artístico. A cantora faz parte de um seleto grupo de artistas e amigos nordestinos surgidos na mesma época: Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo.
Elba Ramalho e Geraldo Azevedo - Frisson
Zé é tido por muitos como um profeta nordestino. Zé Ramalho é com certeza um dos grandes compositores de nossa música. Com canções geniais soube fazer de uma homenagem ao avô um sucesso, ou mesmo adentrar no universo sertanejo (ao lado da dupla Chitãozinho e Xororó) e conquistar novos fãs.
Zé Ramalho - Chão de giz
Enceramos por hoje com a serenidade baiana de Gilberto Gil. Talentoso compositor que foi vítima da ditadura, mas "deu a volta por cima" e hoje mostra sua genialidade. Ao lado de Caetano, Gal e Bethânia fez parte dos Doces Bárbaros e rodou por todo o país durante a década de 1970.
Gilberto Gil - Drão
Começamos pelas Gerais e (talvez) seu mais importante artista. Cantor e compositor, Milton Nascimento é um dos principais nomes da música, não apenas mineira, mas nacional.
Milton Nascimento - Travessia
Cazuza foi reconhecido por suas composições e vida fora dos padrões para uma sociedade assustada com anos de regime militar e cheia de falsos valores e moral duvidosa. Mas o poeta soube muito bem, na breve passagem pela vida e pela música se tornar grandioso e eterno.
Barão Vermelho e Cazuza - Codinome Beija-flor
Nos morros cariocas, Cartola viveu uma vida à margem do sucesso. Depois de muitos anos, olharam para o velho sambista e reconheceram a beleza e a verdade no samba feito de cima da favela e do fundo do coração. Samba que falava de amor, sofrimento e tudo aquilo que todos nós vivemos.
Cartola - Peito vazio
Acredito que nem mesmo Fagner achou que, lá atrás, quando Elis Regina gravou uma de suas canções, ele chegaria onde chegou. Não que ele não seja digno do sucesso que tem. Representando muito bem o Ceará, o compositor é um talento que genialmente se renovou nos últimos anos em sua parceria com o jovem Zeca Baleiro. Talento à parte, Fagner viveu muito tempo em uma briga judicial com a família da poetisa Cecília Meireles, que o acusava de plágio. Plágio ou homenagem, ainda bem que ele musicou a poesia e nos encantou.
Fagner - Canteiros
Cássia Eller é mais um daqueles casos de grandes talentos que perdemos prematuramente. A mulher tímida fora dos palcos se tornava grandiosa em cada apresentação. Com o rock nas veias ela soube também ser sutil e delicada em seu cantar.
Cássia Eller - O segundo sol
O nordeste também trouxe um rei aos nossos rádios e universo musical. Gonzagão foi rei do baião e representou uma parcela importante de um Brasil que surgia no século XX. Parcela essa que migrava aos grandes centros e ajudou a construir nosso país.
Luiz Gonzaga - Vida de viajante
Vamos à Bahia, ou seria Portugal, ou o mundo? Bem, Carmem Miranda nunca foi baiana, muito menos brasileira. A portuguesinha levou o Brasil no coração, já que veio muito nova com a família viver no país. Mas sua música, essa sim, era brasileiríssima.
Carmem Miranda - O que é que a baiana tem?
Não é à toa que Roberto Carlos é chamado de rei, ainda hoje. Ao lado de Erasmo compôs inúmeros sucessos, vendeu milhões de discos enquanto muita música "refinada" e "culta" vendia milhares de cópias. Canções de amor que acertavam em cheio militares, intelectuais e pessoas mais simples. Isso sim, foi música popular, mesmo que ainda hoje sofra preconceito.
Roberto Carlos - Detalhes
Jorge Ben Jor levou seu suínge e simpatia para o seleto grupo dos grandes da MPB. Carioca sangue bom, Ben Jor ainda hoje é referência e influência para muitos artistas nacionais e internacionais.
Jorge Ben Jor - Taj Mahal
A paraibana da família Ramalho sempre soube que o palco era seu lugar. Atriz e cantora, Elba não demorou para conquistar seu espaço e reconhecimento no cenário artístico. A cantora faz parte de um seleto grupo de artistas e amigos nordestinos surgidos na mesma época: Zé Ramalho, Alceu Valença e Geraldo Azevedo.
Elba Ramalho e Geraldo Azevedo - Frisson
Zé é tido por muitos como um profeta nordestino. Zé Ramalho é com certeza um dos grandes compositores de nossa música. Com canções geniais soube fazer de uma homenagem ao avô um sucesso, ou mesmo adentrar no universo sertanejo (ao lado da dupla Chitãozinho e Xororó) e conquistar novos fãs.
Zé Ramalho - Chão de giz
Enceramos por hoje com a serenidade baiana de Gilberto Gil. Talentoso compositor que foi vítima da ditadura, mas "deu a volta por cima" e hoje mostra sua genialidade. Ao lado de Caetano, Gal e Bethânia fez parte dos Doces Bárbaros e rodou por todo o país durante a década de 1970.
Gilberto Gil - Drão
terça-feira, 4 de agosto de 2009
Agosto, mês do desgosto
Diz o dito popular que Agosto não é o melhor dos meses. Mais do que uma simples rima, reza a lenda que tudo começou há muito tempo, lá em Portugal.
Segundo a história, as portuguesas nunca se casavam no oitavo mês do ano por ser uma época em que os navios das expedições partiam à procura de novas terras. Casar em Agosto significava não apenas ficar sozinha, sem a tão esperada lua-de-mel, mas correr o sério risco de ficar viúva. Crença trazida até nós pelos colonizadores portugueses.
Verdade ou não, o dito virou superstição e ainda hoje muitos evitam se arriscar e não marcam viagens, mudanças ou casamentos durante o mês. Afinal, vai que acontece um desgosto de verdade?
Fagner e Zeca Baleiro - Balada de Agosto
O nome Agosto é uma homenagem dos romanos ao imperador Augusto que na época vivia uma importante fase de conquistas, entre elas a do Egito.
Segundo a história, as portuguesas nunca se casavam no oitavo mês do ano por ser uma época em que os navios das expedições partiam à procura de novas terras. Casar em Agosto significava não apenas ficar sozinha, sem a tão esperada lua-de-mel, mas correr o sério risco de ficar viúva. Crença trazida até nós pelos colonizadores portugueses.
Verdade ou não, o dito virou superstição e ainda hoje muitos evitam se arriscar e não marcam viagens, mudanças ou casamentos durante o mês. Afinal, vai que acontece um desgosto de verdade?
Fagner e Zeca Baleiro - Balada de Agosto
O nome Agosto é uma homenagem dos romanos ao imperador Augusto que na época vivia uma importante fase de conquistas, entre elas a do Egito.
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