Nesse ata e desata da vida ficam sempre as perguntas pairando no ar. Sem saber se vai ou se fica, se sim ou se não, doce ou salgado, quente ou frio, muito ou pouco... levamos os dias. Mas afinal, o que queremos da vida?
Entre quereres e poderes dificilmente vamos ter uma opção que caiba nos dilemas da razão e da emoção. As mais românticas podem se derreter pelas flores e declarações recheadas de amor de algum ex-namorado dos mais calhordas.
Mas elas sabem que não deveriam, nem mesmo, ouvir o que eles têm pra dizer por todo o sofrimento que já foi causado. Ainda assim algumas, ou muitas, vão se seduzir. Outras vão desprezar as investidas, mas não haverá um meio termo. Alguma que possa se seduzir e desprezar simultâneamente.
Talvez venha daí a resposta pra pergunta feita lá em cima: Queremos ser felizes! A ideia do sofrimento, da tristeza, é abominada por todo mundo. A busca pela realização é um saga que todos nós queremos. Inclusive aqueles que se dizem os mais felizes, buscam por mais dessa felicidade.
A romântica, busca esse amor ilusório enquanto a racional, busca a fidelidade e o respeito, mais até do que as flores e a declaração de amor. Faço então uma nova pergunta, o que nos faz feliz? Onde está nossa felicidade?
Essa nossa constante transferência de responsabilidade da felicidade é o que nos causa tanto mal. Acreditar que o "ser feliz" depende sempre de outros e não de nós é o que gera a decepção, a expectativa depositada noutro.
Muitas vezes o outro nos decepciona por, talvez, acreditarmos que felicidade é algo alheio a nós. Felicidade não vem de fora pra dentro, o processo é inverso. O que alguém pode fazer por nossa felicidade é despertá-la dentro de nós.
Me questiono, volta e meia, por me ver nessa situação. Antes de atribuir a felicidade a quem quer que seja é importante lembrar que sentimentos são feitos pra serem sentidos. Por isso, sempre que impossível, quero sentir-me feliz.
Marcelo Jeneci - Felicidade
quinta-feira, 8 de setembro de 2011
domingo, 4 de setembro de 2011
terça-feira, 30 de agosto de 2011
Saudosista anônimo
Sou um medroso confesso (quanto à solidão). Aproveitando a deixa, confesso também ser possessivo, rancoroso, carente, chato, levemente depressivo e ciumento, além de outras coisas mais sutis que de vez em quando, como bom ser humano falho que sou, me permito sentir. Liberto mesmo só me encontro do saudosismo.
Deixei de viver o século XX e tenho pensado muito no XXII. Alguns sempre me dizem que não sou o mesmo, mas tudo bem, ninguém se manteve o mesmo também. Os corpinhos e modelitos variaram seguindo tendências, modas ou comodismos. Constante de lá pra cá só ficou o tempo. Permaneceu igual, passando por todos nós e deixando suas marcas.
O presente dura em média 1 segundo, já o futuro é eterno, ainda que nossos corpos não sejam. Talvez venha um ou outro afirmar convicto, com certo ar superior, de que é lógico que “ninguém é imortal”, mas eu acredito que sou, que somos. Sou porque não me limito, ou me defino apenas pelo meu corpo, mas pela minha essência.
Alma, pensamentos, ações... enfim, uma lista grande de coisas que podem definir uma pessoa (ou definir essa essência citada acima). Se eu lhe perguntasse agora, caro amig@, como você é? Você se definiria por estatura, cor da pele, dos olhos, cabelos e pronto? Acho que não, por isso acredito somente na mortalidade do corpo, ou da matéria (como dizem os mais espiritualistas).
Como aprendi na doutrina espírita, Deus é eterno, nós somos imortais. A eternidade divina está na lógica de que Deus sempre existiu e sempre existirá, por isso é eterno. Nós somos imortais porque desde o momento em que passamos a existir (nossa alma) não poderemos mais inexistir.
O presente é especial? Sim, muito! Não o menosprezo, tampouco deixo de vivenciá-lo. O que quero dizer é que tenho aprendido (verdadeiramente) o valor dos sonhos. Não quero passar a vida sendo um velho chato que acredita que chegou ao fim e só enxerga a vida pelo retrovisor. Enquanto lá fora a estrada segue na minha frente exigindo atenção e admiração.
Minha relação com o tempo tem sido mais proveitosa. Saborear os instantes e por vezes vivê-los intensamente. Sem exageros, entendendo que tudo tem seu limite, hora e local pra ser e acontecer. O que me remete àquele lance de destino que falei aqui há dias, em um outro post.
Vivo o agora pensando no por vir, numa espécie de caderneta da vida (planejando a longo prazo). Antes a vivência era baseada unicamente no passado. Enxergava o que vivi como ideal e modelo para todo o restante. Tudo deveria ser igual para que pudesse ser válido, ou proveitoso. E nesse meio tempo em que deixei de vivenciar o momento tentando enquadrá-lo em modelos e padrões já vividos, fui infeliz sem entender ou perceber o por quê.
Os erros do passado agora fazem sentido, enxergo as razões de terem ocorrido. Enxergo minha parcela de culpa e como estes erros me ajudaram. Ainda estou longe do ponto de equilíbrio. Por vezes tenho sentido que preciso jogar pitadas de passado e de futuro nesse presente. Mas já estou liberto do saudosismo extremo.
Há alguns anos e muitos dias que não tenho pensamentos saudosistas. Estou limpo, lembrando diariamente daquela máxima de que “é um dia de cada vez”.
Capital Inicial - Primeiros Erros
Deixei de viver o século XX e tenho pensado muito no XXII. Alguns sempre me dizem que não sou o mesmo, mas tudo bem, ninguém se manteve o mesmo também. Os corpinhos e modelitos variaram seguindo tendências, modas ou comodismos. Constante de lá pra cá só ficou o tempo. Permaneceu igual, passando por todos nós e deixando suas marcas.
O presente dura em média 1 segundo, já o futuro é eterno, ainda que nossos corpos não sejam. Talvez venha um ou outro afirmar convicto, com certo ar superior, de que é lógico que “ninguém é imortal”, mas eu acredito que sou, que somos. Sou porque não me limito, ou me defino apenas pelo meu corpo, mas pela minha essência.
Alma, pensamentos, ações... enfim, uma lista grande de coisas que podem definir uma pessoa (ou definir essa essência citada acima). Se eu lhe perguntasse agora, caro amig@, como você é? Você se definiria por estatura, cor da pele, dos olhos, cabelos e pronto? Acho que não, por isso acredito somente na mortalidade do corpo, ou da matéria (como dizem os mais espiritualistas).
Como aprendi na doutrina espírita, Deus é eterno, nós somos imortais. A eternidade divina está na lógica de que Deus sempre existiu e sempre existirá, por isso é eterno. Nós somos imortais porque desde o momento em que passamos a existir (nossa alma) não poderemos mais inexistir.
O presente é especial? Sim, muito! Não o menosprezo, tampouco deixo de vivenciá-lo. O que quero dizer é que tenho aprendido (verdadeiramente) o valor dos sonhos. Não quero passar a vida sendo um velho chato que acredita que chegou ao fim e só enxerga a vida pelo retrovisor. Enquanto lá fora a estrada segue na minha frente exigindo atenção e admiração.
Minha relação com o tempo tem sido mais proveitosa. Saborear os instantes e por vezes vivê-los intensamente. Sem exageros, entendendo que tudo tem seu limite, hora e local pra ser e acontecer. O que me remete àquele lance de destino que falei aqui há dias, em um outro post.
Vivo o agora pensando no por vir, numa espécie de caderneta da vida (planejando a longo prazo). Antes a vivência era baseada unicamente no passado. Enxergava o que vivi como ideal e modelo para todo o restante. Tudo deveria ser igual para que pudesse ser válido, ou proveitoso. E nesse meio tempo em que deixei de vivenciar o momento tentando enquadrá-lo em modelos e padrões já vividos, fui infeliz sem entender ou perceber o por quê.
Os erros do passado agora fazem sentido, enxergo as razões de terem ocorrido. Enxergo minha parcela de culpa e como estes erros me ajudaram. Ainda estou longe do ponto de equilíbrio. Por vezes tenho sentido que preciso jogar pitadas de passado e de futuro nesse presente. Mas já estou liberto do saudosismo extremo.
Há alguns anos e muitos dias que não tenho pensamentos saudosistas. Estou limpo, lembrando diariamente daquela máxima de que “é um dia de cada vez”.
Capital Inicial - Primeiros Erros
Marcadores:
Capital Inicial,
Kiko Zambianchi,
Textos
quinta-feira, 18 de agosto de 2011
Momento Caio Fernando Abreu
"Volta que eu cuido de ti e dou um jeito qualquer de tu ficares bom e então nós podemos ir embora.
Qualquer outro lugar onde tu possas ficar completamente bom do meu lado e para sempre,
volta que eu te cuido e não te deixo morrer nunca."
"Primeiro a chuva, depois o arco-íris.
Acostume-se a ordem é essa."
"O meu dia só existe porque você existe dentro dele.
Porque se você não vem é como se o tempo fosse passado em branco,
como se as coisas não chegassem a se cumprir porque você não soube delas.
E se você vem, fica tudo maior, mais amplo, sei lá,
mas é como se eu existisse de um jeito mais completo."
"Fica? Passa? Vai? Volta? (...)
Não sei nada, mas foi lindo."
"Foi por não ser vela que o vento não apagou.
Era vagalume, tinha uma vida inteira pra brilhar!"
Qualquer outro lugar onde tu possas ficar completamente bom do meu lado e para sempre,
volta que eu te cuido e não te deixo morrer nunca."
"Primeiro a chuva, depois o arco-íris.
Acostume-se a ordem é essa."
"O meu dia só existe porque você existe dentro dele.
Porque se você não vem é como se o tempo fosse passado em branco,
como se as coisas não chegassem a se cumprir porque você não soube delas.
E se você vem, fica tudo maior, mais amplo, sei lá,
mas é como se eu existisse de um jeito mais completo."
"Fica? Passa? Vai? Volta? (...)
Não sei nada, mas foi lindo."
"Foi por não ser vela que o vento não apagou.
Era vagalume, tinha uma vida inteira pra brilhar!"
segunda-feira, 8 de agosto de 2011
Momento Dalai Lama
por Dalai Lama
Esta noite, gostaria de falar a vocês sobre a importância da bondade e da compaixão. Ao discutir esses temas, não me vejo como budista, Dalai Lama ou tibetano, mas sim como um ser humano e espero que vocês, no auditório, pensem em si mesmos dessa maneira. Não como americanos, ocidentais ou membros de um determinado grupo, pois essas condições são secundárias. Se interagirmos como seres humanos, podemos chegar a esse nível. Caso eu diga "sou monge" ou "sou budista", as afirmações serão, em comparação com a minha natureza de ser humano, temporárias. Ser humano é básico. Uma vez nascido assim, não se poderá mudar até a morte. Outras condições, ser ou não instruído, rico ou pobre, são secundárias.
Hoje, enfrentamos muitos problemas. Alguns são criados essencialmente por nós mesmos, com base em diferenças de ideologia, religião, raça, situação econômica ou outros fatores. Chegou, portanto, o momento de pensarmos em níveis mais profundos. Em nível humano, condição essa que deveremos apreciar e respeitar em todos os que nos cercam. Devemos construir relacionamentos baseados na confiança mútua, na compreensão, no respeito e na solidariedade, independentemente de diferenças culturais, filosóficas ou religiosas.
Todos os seres humanos são iguais. Feitos de carne, ossos e sangue. Todos queremos a felicidade e evitar o sofrimento e temos direito a isso. Em outras palavras, é importante compreender a nossa igualdade. Pertencemos todos a uma família humana. O fato de brigarmos uns com os outros deve-se a razões secundárias, e todas essas discussões são inúteis. Infelizmente, durante muitos séculos, os seres humanos usaram todos os métodos para ferir uns aos outros. Muitas coisas terríveis aconteceram, resultando em mais problemas, mais sofrimento e desconfiança. E, consequentemente, em mais divisões.
O mundo hoje está cada vez menor em vários aspectos, particularmente o econômico. Os países estão mais próximos e interdependentes e, nesse quadro, torna-se necessário, pensar mais em nível humano do que em termos do que nos divide. Assim, falo a vocês apenas como um ser humano e espero, sinceramente, que vocês estejam escutando com o pensamento: "Sou um ser humano e estou ouvindo outro ser humano falar".
Todos queremos a felicidade; nas cidades, no campo, mesmo em lugares remotos, as pessoas trabalham com o objetivo de alcançá-la, entretanto, devemos ter em mente que viver a vida superficialmente não solucionará os problemas maiores.
Há muitas crises e medos à nossa volta. Por meio do grande desenvolvimento da ciência e da tecnologia, atingimos um estado avançado de progresso material, que é necessário. Não podemos, no entanto, comparar o progresso externo com nosso progresso interior. As pessoas queixam-se do declínio da moralidade e do aumento da criminalidade, mas esses problemas não serão resolvidos, se não procurarmos desenvolver nosso interior.
No passado remoto, se houvesse uma guerra, os efeitos seriam geograficamente limitados, porém hoje, em função do progresso, o potencial de destruição ultrapassou o concebível. No ano passado estive em Hiroshima, no Japão. Mesmo tendo informações a respeito da explosão nuclear lá ocorrida, era muito diferente estar no local, ver com meus próprios olhos e encontrar pessoas que realmente sofreram com aqueles acontecimentos. Fiquei profundamente emocionado. Uma arma terrível tinha sido usada. Embora possamos considerar alguém como inimigo, temos de levar em conta que essa pessoa é um ser humano e que tem direito a ser feliz. Olhando para Hiroshima e refletindo a respeito, fiquei ainda mais convencido de que a raiva e o ódio não são meios para solucionar problemas.
A raiva não pode ser superada pela raiva. Quando uma pessoa tiver um comportamento agressivo com você e a sua reação for semelhante, o resultado será desastroso. Ao contrário, se você puder se controlar e tomar atitudes opostas "compaixão, tolerância e paciência", não só se manterá em paz, como a raiva do outro diminuirá gradativamente. Do mesmo modo, problemas mundiais não podem ser solucionados pela raiva ou pelo ódio. Sentimentos como esses devem ser enfrentados com amor, compaixão e pura bondade.
Pensem em todas as terríveis armas que existem, mas que, por si mesmas, não podem iniciar uma guerra. Por trás do gatilho há um dedo, movido pelo pensamento, não por sua própria força. A responsabilidade permanece em nossa mente, de onde se comandam as ações. Portanto, controlar em primeiro lugar a mente é muito importante. Não estou falando de meditação profunda, mas apenas de cultivar menos raiva e mais respeito aos direitos do outro. Ter uma compreensão mais clara da nossa igualdade como seres humanos.
Ninguém quer a raiva, ninguém quer a intranqüilidade, mas por causa da ignorância somos acometidos por sentimentos como esses. A raiva nos faz perder uma das melhores qualidades humanas, o poder de discernimento. Temos um cérebro bem desenvolvido, coisa que outros mamíferos não têm. Esse órgão nos permite julgar o que é certo e o que é errado. Não apenas em termos atuais, mas em projeções para daqui dez, vinte ou mesmo cem anos. Sem nenhum tipo de pré-cognição, podemos utilizar nosso bom senso para determinar o certo e o errado. Imaginar as causas e seus possíveis efeitos. Contudo, se nossa mente estiver ocupada pela raiva, perderemos o poder de discernimento e nos tornaremos mentalmente incompletos. Devemos salvaguardar essa capacidade e, para tanto, temos de criar uma companhia de seguros interna: autodisciplina, autoconsciência e uma clara compreensão das desvantagens da raiva e dos efeitos positivos da bondade. Se refletirmos a respeito dessas questões com freqüência, podemos incorporar a idéia e, então, controlar a mente.
Por exemplo: pode ser que você seja uma pessoa que se irrita facilmente com pequenas coisas. Com desenvolvida compreensão e conscientização, isso pode ser controlado. Se você fica geralmente zangado por dez minutos, tente reduzi-los para oito. Na semana seguinte, reduza para cinco e, no próximo mês, para dois. Depois, passe para zero. É assim que desenvolvemos e treinamos nossa mente. É o que penso e também o que pratico.
É perfeitamente claro que todos necessitam de paz interior, que só pode ser alcançada por meio da bondade, do amor e da compaixão. O resultado é uma família em paz, felicidade entre pais e filhos, menos brigas entre casais. Em uma nação, essa atitude pode criar unidade, harmonia e cooperação com saudável motivação. Em nível internacional, precisamos de confiança e respeito mútuos, discussões francas e amistosas, com motivações sinceras e um esforço conjunto no sentido de resolver problemas. Tudo isso é possível.
Precisamos, porém, mudar interiormente. Nossos líderes têm feito o melhor que podem para resolver nossos problemas, mas, quando um é resolvido, surge outro. Tenta-se solucionar este, surge mais um em outro lugar. Chegou o momento então de tentar uma abordagem diferente.
É certamente difícil realizar um movimento mundial pela paz de espírito, mas é a única alternativa. Caso houvesse outro método mais fácil e prático, seria melhor, porém não há. Se com armas pudéssemos chegar à paz duradoura, muito bem. Transformaríamos todas as fábricas em produtoras de armamentos. Gastaríamos todos os dólares necessários, se conseguíssemos a definitiva paz, mas tal é impossível.
As armas não permanecem empilhadas. Uma vez desenvolvidas, alguém irá usá-las. O resultado é a morte de criaturas inocentes. Portanto, a única maneira de atingirmos uma paz mundial duradoura é por meio da transformação interior. E, mesmo que essa transformação não ocorra durante esta vida, a tentativa terá sido válida. Outros seres humanos virão; a próxima geração e as seguintes. E o progresso pode continuar. Sinto que, apesar das dificuldades práticas, e, mesmo correndo o risco de que tal visão seja considerada pouco realista, vale a pena o esforço. Assim, aonde quer que eu vá, expresso essas idéias e sinto-me muito motivado porque mais pessoas têm sido receptivas a elas.
Cada um de nós é responsável por toda a humanidade. Chegou a hora de pensarmos nas outras pessoas como verdadeiros irmãos e irmãs e nos preocuparmos com seu bem-estar. Mesmo que você não possa se sacrificar inteiramente, não deverá esquecer-se das dificuldades dos outros. Temos de pensar mais sobre o futuro em benefício de toda a humanidade. Se você tentar dominar seus sentimentos egoístas e desenvolver mais bondade e compaixão, em última análise, você é quem irá sair beneficiado. É o que chamo de egoísmo sábio. Pessoas egoístas tolas só pensam em si mesmas, e o resultado é negativo. Egoístas sábios pensam nos outros, ajudam da melhor forma e também colhem os benefícios. Essa é minha simples religião. Não há necessidade de templos ou de filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso coração são nossos templos. A filosofia é a bondade.
(Texto extraído da obra A Policy of Kindness, Snow Lion Publications, 1990.)
www.dalailama.org.br
Esta noite, gostaria de falar a vocês sobre a importância da bondade e da compaixão. Ao discutir esses temas, não me vejo como budista, Dalai Lama ou tibetano, mas sim como um ser humano e espero que vocês, no auditório, pensem em si mesmos dessa maneira. Não como americanos, ocidentais ou membros de um determinado grupo, pois essas condições são secundárias. Se interagirmos como seres humanos, podemos chegar a esse nível. Caso eu diga "sou monge" ou "sou budista", as afirmações serão, em comparação com a minha natureza de ser humano, temporárias. Ser humano é básico. Uma vez nascido assim, não se poderá mudar até a morte. Outras condições, ser ou não instruído, rico ou pobre, são secundárias.
Hoje, enfrentamos muitos problemas. Alguns são criados essencialmente por nós mesmos, com base em diferenças de ideologia, religião, raça, situação econômica ou outros fatores. Chegou, portanto, o momento de pensarmos em níveis mais profundos. Em nível humano, condição essa que deveremos apreciar e respeitar em todos os que nos cercam. Devemos construir relacionamentos baseados na confiança mútua, na compreensão, no respeito e na solidariedade, independentemente de diferenças culturais, filosóficas ou religiosas.
Todos os seres humanos são iguais. Feitos de carne, ossos e sangue. Todos queremos a felicidade e evitar o sofrimento e temos direito a isso. Em outras palavras, é importante compreender a nossa igualdade. Pertencemos todos a uma família humana. O fato de brigarmos uns com os outros deve-se a razões secundárias, e todas essas discussões são inúteis. Infelizmente, durante muitos séculos, os seres humanos usaram todos os métodos para ferir uns aos outros. Muitas coisas terríveis aconteceram, resultando em mais problemas, mais sofrimento e desconfiança. E, consequentemente, em mais divisões.
O mundo hoje está cada vez menor em vários aspectos, particularmente o econômico. Os países estão mais próximos e interdependentes e, nesse quadro, torna-se necessário, pensar mais em nível humano do que em termos do que nos divide. Assim, falo a vocês apenas como um ser humano e espero, sinceramente, que vocês estejam escutando com o pensamento: "Sou um ser humano e estou ouvindo outro ser humano falar".
Todos queremos a felicidade; nas cidades, no campo, mesmo em lugares remotos, as pessoas trabalham com o objetivo de alcançá-la, entretanto, devemos ter em mente que viver a vida superficialmente não solucionará os problemas maiores.
Há muitas crises e medos à nossa volta. Por meio do grande desenvolvimento da ciência e da tecnologia, atingimos um estado avançado de progresso material, que é necessário. Não podemos, no entanto, comparar o progresso externo com nosso progresso interior. As pessoas queixam-se do declínio da moralidade e do aumento da criminalidade, mas esses problemas não serão resolvidos, se não procurarmos desenvolver nosso interior.
No passado remoto, se houvesse uma guerra, os efeitos seriam geograficamente limitados, porém hoje, em função do progresso, o potencial de destruição ultrapassou o concebível. No ano passado estive em Hiroshima, no Japão. Mesmo tendo informações a respeito da explosão nuclear lá ocorrida, era muito diferente estar no local, ver com meus próprios olhos e encontrar pessoas que realmente sofreram com aqueles acontecimentos. Fiquei profundamente emocionado. Uma arma terrível tinha sido usada. Embora possamos considerar alguém como inimigo, temos de levar em conta que essa pessoa é um ser humano e que tem direito a ser feliz. Olhando para Hiroshima e refletindo a respeito, fiquei ainda mais convencido de que a raiva e o ódio não são meios para solucionar problemas.
A raiva não pode ser superada pela raiva. Quando uma pessoa tiver um comportamento agressivo com você e a sua reação for semelhante, o resultado será desastroso. Ao contrário, se você puder se controlar e tomar atitudes opostas "compaixão, tolerância e paciência", não só se manterá em paz, como a raiva do outro diminuirá gradativamente. Do mesmo modo, problemas mundiais não podem ser solucionados pela raiva ou pelo ódio. Sentimentos como esses devem ser enfrentados com amor, compaixão e pura bondade.
Pensem em todas as terríveis armas que existem, mas que, por si mesmas, não podem iniciar uma guerra. Por trás do gatilho há um dedo, movido pelo pensamento, não por sua própria força. A responsabilidade permanece em nossa mente, de onde se comandam as ações. Portanto, controlar em primeiro lugar a mente é muito importante. Não estou falando de meditação profunda, mas apenas de cultivar menos raiva e mais respeito aos direitos do outro. Ter uma compreensão mais clara da nossa igualdade como seres humanos.
Ninguém quer a raiva, ninguém quer a intranqüilidade, mas por causa da ignorância somos acometidos por sentimentos como esses. A raiva nos faz perder uma das melhores qualidades humanas, o poder de discernimento. Temos um cérebro bem desenvolvido, coisa que outros mamíferos não têm. Esse órgão nos permite julgar o que é certo e o que é errado. Não apenas em termos atuais, mas em projeções para daqui dez, vinte ou mesmo cem anos. Sem nenhum tipo de pré-cognição, podemos utilizar nosso bom senso para determinar o certo e o errado. Imaginar as causas e seus possíveis efeitos. Contudo, se nossa mente estiver ocupada pela raiva, perderemos o poder de discernimento e nos tornaremos mentalmente incompletos. Devemos salvaguardar essa capacidade e, para tanto, temos de criar uma companhia de seguros interna: autodisciplina, autoconsciência e uma clara compreensão das desvantagens da raiva e dos efeitos positivos da bondade. Se refletirmos a respeito dessas questões com freqüência, podemos incorporar a idéia e, então, controlar a mente.
Por exemplo: pode ser que você seja uma pessoa que se irrita facilmente com pequenas coisas. Com desenvolvida compreensão e conscientização, isso pode ser controlado. Se você fica geralmente zangado por dez minutos, tente reduzi-los para oito. Na semana seguinte, reduza para cinco e, no próximo mês, para dois. Depois, passe para zero. É assim que desenvolvemos e treinamos nossa mente. É o que penso e também o que pratico.
É perfeitamente claro que todos necessitam de paz interior, que só pode ser alcançada por meio da bondade, do amor e da compaixão. O resultado é uma família em paz, felicidade entre pais e filhos, menos brigas entre casais. Em uma nação, essa atitude pode criar unidade, harmonia e cooperação com saudável motivação. Em nível internacional, precisamos de confiança e respeito mútuos, discussões francas e amistosas, com motivações sinceras e um esforço conjunto no sentido de resolver problemas. Tudo isso é possível.
Precisamos, porém, mudar interiormente. Nossos líderes têm feito o melhor que podem para resolver nossos problemas, mas, quando um é resolvido, surge outro. Tenta-se solucionar este, surge mais um em outro lugar. Chegou o momento então de tentar uma abordagem diferente.
É certamente difícil realizar um movimento mundial pela paz de espírito, mas é a única alternativa. Caso houvesse outro método mais fácil e prático, seria melhor, porém não há. Se com armas pudéssemos chegar à paz duradoura, muito bem. Transformaríamos todas as fábricas em produtoras de armamentos. Gastaríamos todos os dólares necessários, se conseguíssemos a definitiva paz, mas tal é impossível.
As armas não permanecem empilhadas. Uma vez desenvolvidas, alguém irá usá-las. O resultado é a morte de criaturas inocentes. Portanto, a única maneira de atingirmos uma paz mundial duradoura é por meio da transformação interior. E, mesmo que essa transformação não ocorra durante esta vida, a tentativa terá sido válida. Outros seres humanos virão; a próxima geração e as seguintes. E o progresso pode continuar. Sinto que, apesar das dificuldades práticas, e, mesmo correndo o risco de que tal visão seja considerada pouco realista, vale a pena o esforço. Assim, aonde quer que eu vá, expresso essas idéias e sinto-me muito motivado porque mais pessoas têm sido receptivas a elas.
Cada um de nós é responsável por toda a humanidade. Chegou a hora de pensarmos nas outras pessoas como verdadeiros irmãos e irmãs e nos preocuparmos com seu bem-estar. Mesmo que você não possa se sacrificar inteiramente, não deverá esquecer-se das dificuldades dos outros. Temos de pensar mais sobre o futuro em benefício de toda a humanidade. Se você tentar dominar seus sentimentos egoístas e desenvolver mais bondade e compaixão, em última análise, você é quem irá sair beneficiado. É o que chamo de egoísmo sábio. Pessoas egoístas tolas só pensam em si mesmas, e o resultado é negativo. Egoístas sábios pensam nos outros, ajudam da melhor forma e também colhem os benefícios. Essa é minha simples religião. Não há necessidade de templos ou de filosofias complicadas. Nosso próprio cérebro, nosso coração são nossos templos. A filosofia é a bondade.
(Texto extraído da obra A Policy of Kindness, Snow Lion Publications, 1990.)
www.dalailama.org.br
quarta-feira, 3 de agosto de 2011
Momento Chico Xavier
Cada pessoa
é aquilo que crê;
fala do que gosta;
retém o que procura;
ensina o que aprende;
tem o que dá
E vale o que faz.
Sempre fácil, portanto,
para cada um de nós
reconhecer
os esquemas de vivência
em que nos colocamos.
Emmanuel, Psicografado por Chico Xavier
é aquilo que crê;
fala do que gosta;
retém o que procura;
ensina o que aprende;
tem o que dá
E vale o que faz.
Sempre fácil, portanto,
para cada um de nós
reconhecer
os esquemas de vivência
em que nos colocamos.
Emmanuel, Psicografado por Chico Xavier
sexta-feira, 29 de julho de 2011
Destino
Muitas pessoas acreditam na ação do destino. Acontecimentos que estariam programados para se realizarem em suas vidas. Inevitavelmente para essas pessoas os encontros e desencontros da vida seriam "culpa" desse agente conspirador e tão influente nas vidas de todos.
Quanto a mim... simpatizo com esse tal destino. Acho até poética a ideia de que amores foram unidos por causa dele. Pela sua vontade e força vidas e sonhos foram realizados. Seria ele um deus? Se tudo depende tanto da sua influência estaríamos fadados a eterna manipulação e realização dos seus caprichos?
Bem, acho que esse lance de crer que o destino define tantas coisas é complexo demais para ser verdade. Acredito que certos encontros já estejam planejados muito antes do nascimento dos casais. Acredito também em muitos acontecimentos que fujam até da vontade das pessoas a quem afeta, mas não tudo.
Viver é tão incerto que não dá pra pensar numa vida toda pré-estabelecida sem que nada seja feito fora do programado. Mas confesso que certos "lances" intrigam pela forma como procedem. Sempre me vi envolto nos fenômenos que ele me proporcionou. Quase sempre de uma forma bem planejada, por vezes me levando a crer em sua divindade.
Há anos venho esperando por um acontecimento. Hoje ele finalmente chegou até mim e, garanto, foi no momento exato pra acontecer. Foi destino, foi espiritual, foi apenas resultado da semente plantada lá atrás?
Não sei se o destino, ou se foi a espiritualidade que proporcionou o melhor momento para sua realização. Fico com a segunda hipótese, até por ela se encaixar com aquilo que acredito.
Certo mesmo é que este acontecimento foi fruto de uma decisão tomada lá atrás. Optando por fazer; fiz, consegui e hoje recebi o resultado dessa escolha. Poderia ter seguido inúmeros caminhos, sendo então eu o programador da minha vida.
O destino, como alguns chamam, apenas apresenta a opções. Nos entrega o cardápio e abaixo de cada escolha os ingredientes detalham o que pode nos esperar lá na frente. Acredito que tenha sido tudo isso, foi o que deveria ser e agradeço por merecer tudo o que já me aconteceu e foi dado.
Colhendo e plantando, o destino é muito mais um terreno fértil que irá nos dar os frutos que desejamos colher, do que um deus que não nos permite fazer escolhas nem tomar decisões sobre nossas vidas.
Jorge Vercilo - Monalisa
Quanto a mim... simpatizo com esse tal destino. Acho até poética a ideia de que amores foram unidos por causa dele. Pela sua vontade e força vidas e sonhos foram realizados. Seria ele um deus? Se tudo depende tanto da sua influência estaríamos fadados a eterna manipulação e realização dos seus caprichos?
Bem, acho que esse lance de crer que o destino define tantas coisas é complexo demais para ser verdade. Acredito que certos encontros já estejam planejados muito antes do nascimento dos casais. Acredito também em muitos acontecimentos que fujam até da vontade das pessoas a quem afeta, mas não tudo.
Viver é tão incerto que não dá pra pensar numa vida toda pré-estabelecida sem que nada seja feito fora do programado. Mas confesso que certos "lances" intrigam pela forma como procedem. Sempre me vi envolto nos fenômenos que ele me proporcionou. Quase sempre de uma forma bem planejada, por vezes me levando a crer em sua divindade.
Há anos venho esperando por um acontecimento. Hoje ele finalmente chegou até mim e, garanto, foi no momento exato pra acontecer. Foi destino, foi espiritual, foi apenas resultado da semente plantada lá atrás?
Não sei se o destino, ou se foi a espiritualidade que proporcionou o melhor momento para sua realização. Fico com a segunda hipótese, até por ela se encaixar com aquilo que acredito.
Certo mesmo é que este acontecimento foi fruto de uma decisão tomada lá atrás. Optando por fazer; fiz, consegui e hoje recebi o resultado dessa escolha. Poderia ter seguido inúmeros caminhos, sendo então eu o programador da minha vida.
O destino, como alguns chamam, apenas apresenta a opções. Nos entrega o cardápio e abaixo de cada escolha os ingredientes detalham o que pode nos esperar lá na frente. Acredito que tenha sido tudo isso, foi o que deveria ser e agradeço por merecer tudo o que já me aconteceu e foi dado.
Colhendo e plantando, o destino é muito mais um terreno fértil que irá nos dar os frutos que desejamos colher, do que um deus que não nos permite fazer escolhas nem tomar decisões sobre nossas vidas.
Jorge Vercilo - Monalisa
terça-feira, 26 de julho de 2011
Momento Pitágoras
"Educai as crianças, para que não seja necessário punir os adultos."
"Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo."
"Os homens são miseráveis, porque não sabem ver nem entender os bens que estão ao seu alcance."
"A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus."
"O defeito é um monstro que não procria."
"Ajuda o teu semelhante a levantar a carga, mas não a levá-la."
"Purifica o teu coração antes de permitires que o amor entre nele, pois até o mel mais doce azeda num recipiente sujo."
"Os homens são miseráveis, porque não sabem ver nem entender os bens que estão ao seu alcance."
"A melhor maneira que o homem dispõe para se aperfeiçoar, é aproximar-se de Deus."
"O defeito é um monstro que não procria."
"Ajuda o teu semelhante a levantar a carga, mas não a levá-la."
quinta-feira, 21 de julho de 2011
segunda-feira, 18 de julho de 2011
Salmos
Salmo 70
1. No Senhor procuro paz,
não quero me sentir perdido.
2. O Senhor é justo, livre-me e defenda-me.
Ouça-me, Oh, Deus, e salve-me.
3. O Senhor é meu rochedo,
onde tenho abrigo.
O Senhor é minha fortaleza,
quem me defende,
pois o Senhor é minha rocha e minha cidadela.
4. Deus meu,
tire-me os maus pensamentos,
das mãos de ímpios e opressores.
5. O Senhor é minha segurança e
minha esperança, desde os tempos da
minha juventude.
6. No Senhor sou protegido desde
minha concepção. No seio materno
Ele me amparou,
e por isso sempre tenho esperanças.
7. Acreditei que minha proteção Divina
vinha do sofrimento. Eu estava errado.
8. Aprendi que Deus é alegria,
e coloquei em meus lábios apenas louvores,
todos os dias.
9. Não me deixe agora na velhice,
quando não mais tenho forças para trabalhar.
Oh! Senhor, não me abandone jamais.
10. As pessoas que não pensam como eu
parecem estar contra mim,
sinto-me perseguido.
11. Eles dizem:
"Deus o abandonou, você nunca terá liberdade".
Sinto-me só,
12. não fique tão longe de mim, Oh, Deus,
apresse meu socorro.
13. Que as pessoas com pensamentos contrários
se confundam e se arrependam de me
desejar coisas ruins.
De confusão e vergonha se cubram.
14. Eu, entretanto,
tenho paciência,
e dia-a-dia, me dedico,
cada vez mais, a enaltecê-Lo.
15. Meus lábios dirão o quanto o Senhor é justo, e
como sempre me auxilia.
Oh! Senhor, cuja grandeza não tem limites.
16. Narrarei a todos o
quanto o Senhor é poderoso!
Proclamarei e darei conhecimento
de Sua justiça.
17. O Senhor me instruiu desde a juventude,
Oh! Deus, e até hoje
proclamo Suas maravilhas.
18. Não me abandone na velhice.
Quero proclamar a força de Seu braço
a toda geração presente.
Que este poder se estenda a todas
as gerações vindouras.
19. E que Sua justiça atinja os céus,
Oh! Deus.
Graças ao Senhor, que faz
coisas grandiosas.
Não há nada igual ao Senhor.
20. O Senhor colocou sobre mim
inúmeras provações. Mais uma vez, o Senhor
fará com que eu viva
e, das doenças, o Senhor há de me
livrar novamente.
21. Faça crescer minha dignidade.
O Senhor é meu consolo.
22. Oh! Deus,
celebrarei na lira
o quanto é leal o santo rei de Israel.
Hei de entoar
salmos ao som da cítara.
23. Através do canto
meus lábios vibrarão com minha alma,
agora em paz.
24. Minhas palavras proclamarão,
o dia inteiro, o quanto o
Senhor é justo.
Porque os que buscam nos
pensamentos negativos
são frustrados e cheios de vergonha.
Eu sou feliz!
1. No Senhor procuro paz,
não quero me sentir perdido.
2. O Senhor é justo, livre-me e defenda-me.
Ouça-me, Oh, Deus, e salve-me.
3. O Senhor é meu rochedo,
onde tenho abrigo.
O Senhor é minha fortaleza,
quem me defende,
pois o Senhor é minha rocha e minha cidadela.
4. Deus meu,
tire-me os maus pensamentos,
das mãos de ímpios e opressores.
5. O Senhor é minha segurança e
minha esperança, desde os tempos da
minha juventude.
6. No Senhor sou protegido desde
minha concepção. No seio materno
Ele me amparou,
e por isso sempre tenho esperanças.
7. Acreditei que minha proteção Divina
vinha do sofrimento. Eu estava errado.
8. Aprendi que Deus é alegria,
e coloquei em meus lábios apenas louvores,
todos os dias.
9. Não me deixe agora na velhice,
quando não mais tenho forças para trabalhar.
Oh! Senhor, não me abandone jamais.
10. As pessoas que não pensam como eu
parecem estar contra mim,
sinto-me perseguido.
11. Eles dizem:
"Deus o abandonou, você nunca terá liberdade".
Sinto-me só,
12. não fique tão longe de mim, Oh, Deus,
apresse meu socorro.
13. Que as pessoas com pensamentos contrários
se confundam e se arrependam de me
desejar coisas ruins.
De confusão e vergonha se cubram.
14. Eu, entretanto,
tenho paciência,
e dia-a-dia, me dedico,
cada vez mais, a enaltecê-Lo.
15. Meus lábios dirão o quanto o Senhor é justo, e
como sempre me auxilia.
Oh! Senhor, cuja grandeza não tem limites.
16. Narrarei a todos o
quanto o Senhor é poderoso!
Proclamarei e darei conhecimento
de Sua justiça.
17. O Senhor me instruiu desde a juventude,
Oh! Deus, e até hoje
proclamo Suas maravilhas.
18. Não me abandone na velhice.
Quero proclamar a força de Seu braço
a toda geração presente.
Que este poder se estenda a todas
as gerações vindouras.
19. E que Sua justiça atinja os céus,
Oh! Deus.
Graças ao Senhor, que faz
coisas grandiosas.
Não há nada igual ao Senhor.
20. O Senhor colocou sobre mim
inúmeras provações. Mais uma vez, o Senhor
fará com que eu viva
e, das doenças, o Senhor há de me
livrar novamente.
21. Faça crescer minha dignidade.
O Senhor é meu consolo.
22. Oh! Deus,
celebrarei na lira
o quanto é leal o santo rei de Israel.
Hei de entoar
salmos ao som da cítara.
23. Através do canto
meus lábios vibrarão com minha alma,
agora em paz.
24. Minhas palavras proclamarão,
o dia inteiro, o quanto o
Senhor é justo.
Porque os que buscam nos
pensamentos negativos
são frustrados e cheios de vergonha.
Eu sou feliz!
quarta-feira, 13 de julho de 2011
Forte ou fraco?
Com a xícara em minhas mãos me questionei, como se fosse um personagem de Shakespeare segurando o crânio. - Forte ou fraco, o que beber?, após a gaiatisse ri sozinho. Lembrei-me da infância, no tempo em que o café doce me encantava.
Tempos em que o bom era o gosto docinho, saboroso e encantador, principalmente para uma criança. Talvez a vida fosse assim, doce e saborosa como o café. E quem falou que ainda hoje ela não seja tão saborosa e doce quanto antes?
No meu diálogo comigo mesmo (que os professores de português e colegas jornalistas vejam isso como uma licença poética), o que em tese seria um monólogo, mas não foi, lembrei-me que hoje a preferência é pelo café de gosto forte.
O doce de antes não me agrada mais. Por quê sou incapaz de encontrar o meio termo entre o doce e o forte. Onde dosar, no açúcar ou na cafeína? Por quê mudar tanto um paladar? Perdeu-se o quê desde os tempos de menino?
Preciso aprender a dosar esse açúcar, não perdê-lo e nem exagerar na mão. Muitas vezes acho que tenho perdido essa medida na vida. Se por vezes ela vem forte, margeando o amargo, outras torna-se melada e enjoativa.
Se não achar uma solução entre o doce e o forte, quem sabe adicionar leite, chocolate e outras boas misturas para tornar melhor o meu café.
Fernanda Takai - Com açúcar, com afeto
Tempos em que o bom era o gosto docinho, saboroso e encantador, principalmente para uma criança. Talvez a vida fosse assim, doce e saborosa como o café. E quem falou que ainda hoje ela não seja tão saborosa e doce quanto antes?
No meu diálogo comigo mesmo (que os professores de português e colegas jornalistas vejam isso como uma licença poética), o que em tese seria um monólogo, mas não foi, lembrei-me que hoje a preferência é pelo café de gosto forte.
O doce de antes não me agrada mais. Por quê sou incapaz de encontrar o meio termo entre o doce e o forte. Onde dosar, no açúcar ou na cafeína? Por quê mudar tanto um paladar? Perdeu-se o quê desde os tempos de menino?
Preciso aprender a dosar esse açúcar, não perdê-lo e nem exagerar na mão. Muitas vezes acho que tenho perdido essa medida na vida. Se por vezes ela vem forte, margeando o amargo, outras torna-se melada e enjoativa.
Se não achar uma solução entre o doce e o forte, quem sabe adicionar leite, chocolate e outras boas misturas para tornar melhor o meu café.
Fernanda Takai - Com açúcar, com afeto
segunda-feira, 11 de julho de 2011
Momento Caio Fernando Abreu
"O dia de amanhã cuidará do dia de amanhã e tudo chegará no tempo exato."
"Apague minhas interrogações.
Por que estamos tão perto e tão longe?
Quero acabar com as leis da física,
dois corpos ocuparem o mesmo lugar."
"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo,
e ninguém suspeitar dos traumas,
das quedas, dos medos, dos choros."
"Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? "
"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma?"
"Dói muito, mas eu não vou parar. A minha não-desistência é o que de melhor posso oferecer a você e a mim neste momento."
“Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.”
"Apague minhas interrogações.
Por que estamos tão perto e tão longe?
Quero acabar com as leis da física,
dois corpos ocuparem o mesmo lugar."
"Tão estranho carregar uma vida inteira no corpo,
e ninguém suspeitar dos traumas,
das quedas, dos medos, dos choros."
"Vai passar, tu sabes que vai passar.
Talvez não amanhã, mas dentro de uma semana, um mês ou dois, quem sabe? "
"Não se preocupe, não vou tomar nenhuma medida drástica, a não ser continuar, tem coisa mais auto destrutiva do que insistir sem fé nenhuma?"
"Dói muito, mas eu não vou parar. A minha não-desistência é o que de melhor posso oferecer a você e a mim neste momento."
“Mas que seja bom o que vier, para você, para mim.”
sábado, 9 de julho de 2011
quarta-feira, 6 de julho de 2011
Momento Fabrício Carpinejar
Poemas do livro Cinco Marias
(Fabrício Carpinejar)
Chega um momento
em que somos aves na noite,
pura plumagem, dormindo de pé,
com a cabeça encolhida.
O que tanto zelamos
na fileira dos dias,
o que tanto brigamos
para guardar, de repente
não presta mais: jornais, retratos,
poemas, posteridade.
Minha bagagem
é a roupa do corpo.
...
Eu fui uma mulher marítima,
as rugas chegaram antes.
Eu fui uma mulher marítima,
paisagem e pêssego,
uma faísca
entre a corda do barco
e a rocha.
Eu fui o que não sou.
Depois que inventaram o inconsciente,
a verdade fica sempre para depois.
...
A mãe orquestrava a horta.
Reservava espaço para ervas daninhas
e seu alfabeto de moscas.
Não mexia na ordem de Deus.
Louvada seja
a esmola de uma hortaliça.
...
Acerto o relógio pelo sol.
Percorro as dez quadras
de meu mundo.
As ruas são conhecidas
e me atalham.
...
Meu medo se interessa por qualquer ruído.
Hoje quero alguém para conversar enquanto dirijo,
baixar os faróis em estrada litorânea,
enxergar pelas mãos.
...
Fazer as coisas pela metade
é minha maneira de terminá-las.
Os poemas aqui publicados integram o livro inédito Cinco Marias.
fonte: www.carpinejar.com.br
(Fabrício Carpinejar)
Chega um momento
em que somos aves na noite,
pura plumagem, dormindo de pé,
com a cabeça encolhida.
O que tanto zelamos
na fileira dos dias,
o que tanto brigamos
para guardar, de repente
não presta mais: jornais, retratos,
poemas, posteridade.
Minha bagagem
é a roupa do corpo.
...
Eu fui uma mulher marítima,
as rugas chegaram antes.
Eu fui uma mulher marítima,
paisagem e pêssego,
uma faísca
entre a corda do barco
e a rocha.
Eu fui o que não sou.
Depois que inventaram o inconsciente,
a verdade fica sempre para depois.
...
A mãe orquestrava a horta.
Reservava espaço para ervas daninhas
e seu alfabeto de moscas.
Não mexia na ordem de Deus.
Louvada seja
a esmola de uma hortaliça.
...
Acerto o relógio pelo sol.
Percorro as dez quadras
de meu mundo.
As ruas são conhecidas
e me atalham.
...
Meu medo se interessa por qualquer ruído.
Hoje quero alguém para conversar enquanto dirijo,
baixar os faróis em estrada litorânea,
enxergar pelas mãos.
...
Fazer as coisas pela metade
é minha maneira de terminá-las.
Os poemas aqui publicados integram o livro inédito Cinco Marias.
fonte: www.carpinejar.com.br
segunda-feira, 4 de julho de 2011
Momento Mário Quintana
DAS UTOPIAS
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!
A BELA E O DRAGÃO
As coisas que não têm nome assustam,
escravizam-nos, devoram-nos...
Se a bela faz de ti gato e sapato,
chama-lhe, por exemplo, A BELA
DESDENHOSA.
E ei-la rotulada, classificada,
exorcizada, simples marionete
agora, com todos os gestos
perfeitamente previsíveis,
dentro do seu papel de
boneca de pau.
E no dia em que chamares a um dragão
de JOLI, o dragão
te seguirá por toda parte como um cachorrinho...
Sapato Florido (1948)
Se as coisas são inatingíveis... ora!
não é motivo para não querê-las...
Que tristes os caminhos, se não fora
a mágica presença das estrelas!
A BELA E O DRAGÃO
As coisas que não têm nome assustam,
escravizam-nos, devoram-nos...
Se a bela faz de ti gato e sapato,
chama-lhe, por exemplo, A BELA
DESDENHOSA.
E ei-la rotulada, classificada,
exorcizada, simples marionete
agora, com todos os gestos
perfeitamente previsíveis,
dentro do seu papel de
boneca de pau.
E no dia em que chamares a um dragão
de JOLI, o dragão
te seguirá por toda parte como um cachorrinho...
Sapato Florido (1948)
Assinar:
Postagens (Atom)